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Documentos Literários | Fotos, política e cartas de amor: o Inventário Tobias Monteiro

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A Série Documentos Literários, colaboração da Divisão de Manuscritos, apresenta o Inventário Analítico do Arquivo Tobias Monteiro, no qual são disponibilizados os registros de um dos mais importantes conjuntos documentais sob a guarda da Biblioteca Nacional.

Tobias Monteiro (Natal, 1866 – Petrópolis, 1952) foi um dos maiores historiadores brasileiros, além de político – foi senador pelo Rio Grande do Norte — e jornalista. Segundo José Murilo de Carvalho, foi seu trabalho de pesquisa, recolhendo depoimentos sobre a situação financeira do país, que fez Monteiro se interessar por História do Brasil. O arquivo inclui muitos documentos que serviram de base a seus livros sobre a Regência e o Segundo Reinado, além de outros produzidos pelo Barão de Penedo (que tratam de importantes questões políticas, como a Questão Christie, e religiosas, como o conflito do governo brasileiro com os bispos) e os arquivos do Duque de Caxias, do Marquês de Olinda e…

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Documentos Literários |Exames Censórios do Conservatório Dramático

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A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta o Inventário Analítico da coleção de exames censórios do Conservatório Dramático Brasileiro.

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O Conservatório existiu entre 1843 e 1864, como uma associação cujo objetivo era zelar pela qualidade (e pela moral e bons costumes) do que se apresentava nos palcos brasileiros. Entre seus pareceristas estava Machado de Assis, cujas apreciações foram reunidas num livro, também integrante da coleção. Era um crítico rigoroso, especialmente quando se tratava de uma produção escrita originalmente em português, pois, segundo afirmou num parecer,

Esta qualidade impõe à crítica mais severidade do que a costumada. Sou dos que pensam que a análise deve ser mais minuciosa, e porventura mais rigorosa com as composições nacionais. Só por este modo pode a reflexão instruir a inspiração.

Além dos pareceres, a coleção inclui correspondência, atas, relatórios e outros documentos, constituindo-se num precioso conjunto para quem se dispõe a estudar…

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Documentos Literários | Um Depoimento de Carlos Drummond de Andrade

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A Série Documentos Literários, colaboração da Divisão de Manuscritos, homenageia Carlos Drummond de Andrade no aniversário de sua morte.

Contista, cronista e sobretudo poeta, Drummond (Itabira, 31 de outubro de 1902 – Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987) iniciou sua carreira literária divulgando o Modernismo, que influenciou, principalmente, seus primeiros trabalhos. Alguns estudiosos, contudo, não o consideram modernista, embora se aproxime dessa corrente tanto em estilo quanto nos temas abordados, frequentemente ligados ao cotidiano. Muitos de seus poemas traduzem inquietações frente ao mundo e ao desenrolar dos fatos: a guerra, a pobreza, a morte, a solidão.

Carlos Drummond de Andrade foi autor de dezenas de livros e coletâneas de prosa e poesia, tais como “A Rosa do Povo” (1945), “Contos de Aprendiz” (1951), “Boitempo” (1968) e “Amar se Aprende Amando” (1985), bem como de alguns livros infantis. Também exerceu a carreira de funcionário público durante a maior parte…

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Documentos Literários | Aniversário de Gonçalves Dias

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A Série Documentos Literários, colaboração da Divisão de Manuscritos, homenageia o escritor Gonçalves Dias em seu aniversário.

Filho de um comerciante português e uma descendente de negros e indígenas, Antônio Gonçalves Dias (Caxias, MA, 10 de agosto de 1823 – Guimarães, MA, 3 de novembro de 1864) se formou em Direito na Universidade de Coimbra e participou de importantes grupos de estudos literários e historiográficos portugueses. Regressou ao Brasil em 1845, mas, antes disso, escreveu “Canção do Exílio”, o poema pelo qual se tornaria mais conhecido e que é considerado uma das primeiras manifestações do Romantismo brasileiro.

De volta à pátria, começou a lecionar no Colégio Pedro II e a atuar como jornalista — em 1849 foi um dos fundadores da revista “Guanabara”. Continuou a escrever poemas, alguns dos quais se tornaram famosos, como os poemas indigenistas “I-Juca Pirama”, publicado na obra “Últimos Cantos”, e “Os Timbiras”, publicado em 1857…

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Documentos Literários | 3 de agosto – fim da tortura e da censura no Brasil

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No dia 3 de agosto de 1988, a Assembleia Nacional Constituinte repudiou os excessos dos governos militares, inserindo na nova Constituição – a Constituição Cidadã — artigos que proibiam a tortura e garantiam a liberdade de expressão.

Para lembrar essa data, a Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta uma carta enviada pela Ed. Civilização Brasileira ao militar e intelectual Nelson Werneck Sodré. Seu autor, possivelmente um dos editores, que assina apenas com uma rubrica, lamenta que o Instituto Nacional do Livro – INL tenha vetado a dedicatória feita a Nelson Werneck Sodré por Martha Antiero, autora do livro “A Rede”. Em sua opinião, isso teria se dado por pressão do Serviço Nacional de Informações, o SNI, ou de outro órgão de controle de informações e publicações criado após o golpe de 1964, uma vez que Nelson Werneck Sodré era considerado “persona non grata” pelo regime.

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Coleção Percival Farquhar

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A Coleção Percival Farquhar, custodiada na Divisões de Manuscrito da Fundação Biblioteca Nacional, é composta por 1610 documentos manuscritos, fotografias, plantas, mapas, que cobrem suas atividades empresariais e vida pessoal na primeira metade do século XX.

Farquhar (1864-1953) nasceu na Pensilvânia, nos Estados Unidos, e formou-se engenheiro na Universidade de Yale. Lançou-se no mercado latino-americano, investindo em segmentos empresariais como energia elétrica, bondes e construção de portos e ferrovias. No Brasil, foi pioneiro na construção de linhas férreas e de siderurgias, otimizando o processo de extração de minério de ferro, e ligando a produção siderúrgica ao litoral com vistas à exportação. Entre seus empreendimentos, destacamos a Brazil Railway Company, Cia. Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, Itabira Iron Ore Co., Companhia Brasileira de Mineração e Siderurgia e a Aços Especiais Itabira. Por sua atuação ligada aos investidores e ao mercado internacional, suscitou resistências nacionalistas que marcaram sua trajetória no país.

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Percival e Cathya Farquhar…

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Documentos Literários | O Livro Mais Lido no Nordeste

Documentos Literários | O Livro Mais Lido no Nordeste

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Em homenagem ao nascimento de John Dee (Londres, 13 de julho de 1527 – Richmond, 1608?), matemático, geógrafo, alquimista e astrólogo que serviu de conselheiro à Rainha Elizabeth I da Inglaterra, a Série Documentos Literários apresenta o Lunário Perpétuo, nome encurtado de uma obra muito popular no Brasil nos séculos XVIII e XIX.

Escrito originalmente em espanhol pelo astrólogo e matemático Jeronimo Cortez, natural de Valencia, o Lunário teve sua primeira edição em 1582, época em que a Astrologia era um campo do saber reconhecido pelos eruditos e amplamente difundido entre a população. Foram muitos os almanaques astrológicos que circularam na Península Ibérica nesse período, contendo informações sobre signos astrológicos e fenômenos astronômicos, mas, principalmente, calendários de festas e dias santos, meteorológicos, de tábuas da maré, lunares – enfim, informações utilíssimas para o dia-a-dia e para atividades como a navegação e a agricultura.

o livro mais lido do ne

A primeira edição portuguesa surgiu em 1703…

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