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Documentos Literários | Um Depoimento de Carlos Drummond de Andrade

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A Série Documentos Literários, colaboração da Divisão de Manuscritos, homenageia Carlos Drummond de Andrade no aniversário de sua morte.

Contista, cronista e sobretudo poeta, Drummond (Itabira, 31 de outubro de 1902 – Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987) iniciou sua carreira literária divulgando o Modernismo, que influenciou, principalmente, seus primeiros trabalhos. Alguns estudiosos, contudo, não o consideram modernista, embora se aproxime dessa corrente tanto em estilo quanto nos temas abordados, frequentemente ligados ao cotidiano. Muitos de seus poemas traduzem inquietações frente ao mundo e ao desenrolar dos fatos: a guerra, a pobreza, a morte, a solidão.

Carlos Drummond de Andrade foi autor de dezenas de livros e coletâneas de prosa e poesia, tais como “A Rosa do Povo” (1945), “Contos de Aprendiz” (1951), “Boitempo” (1968) e “Amar se Aprende Amando” (1985), bem como de alguns livros infantis. Também exerceu a carreira de funcionário público durante a maior parte…

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Documentos Literários | Aniversário de Gonçalves Dias

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A Série Documentos Literários, colaboração da Divisão de Manuscritos, homenageia o escritor Gonçalves Dias em seu aniversário.

Filho de um comerciante português e uma descendente de negros e indígenas, Antônio Gonçalves Dias (Caxias, MA, 10 de agosto de 1823 – Guimarães, MA, 3 de novembro de 1864) se formou em Direito na Universidade de Coimbra e participou de importantes grupos de estudos literários e historiográficos portugueses. Regressou ao Brasil em 1845, mas, antes disso, escreveu “Canção do Exílio”, o poema pelo qual se tornaria mais conhecido e que é considerado uma das primeiras manifestações do Romantismo brasileiro.

De volta à pátria, começou a lecionar no Colégio Pedro II e a atuar como jornalista — em 1849 foi um dos fundadores da revista “Guanabara”. Continuou a escrever poemas, alguns dos quais se tornaram famosos, como os poemas indigenistas “I-Juca Pirama”, publicado na obra “Últimos Cantos”, e “Os Timbiras”, publicado em 1857…

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Documentos Literários | 3 de agosto – fim da tortura e da censura no Brasil

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No dia 3 de agosto de 1988, a Assembleia Nacional Constituinte repudiou os excessos dos governos militares, inserindo na nova Constituição – a Constituição Cidadã — artigos que proibiam a tortura e garantiam a liberdade de expressão.

Para lembrar essa data, a Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, apresenta uma carta enviada pela Ed. Civilização Brasileira ao militar e intelectual Nelson Werneck Sodré. Seu autor, possivelmente um dos editores, que assina apenas com uma rubrica, lamenta que o Instituto Nacional do Livro – INL tenha vetado a dedicatória feita a Nelson Werneck Sodré por Martha Antiero, autora do livro “A Rede”. Em sua opinião, isso teria se dado por pressão do Serviço Nacional de Informações, o SNI, ou de outro órgão de controle de informações e publicações criado após o golpe de 1964, uma vez que Nelson Werneck Sodré era considerado “persona non grata” pelo regime.

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Coleção Percival Farquhar

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A Coleção Percival Farquhar, custodiada na Divisões de Manuscrito da Fundação Biblioteca Nacional, é composta por 1610 documentos manuscritos, fotografias, plantas, mapas, que cobrem suas atividades empresariais e vida pessoal na primeira metade do século XX.

Farquhar (1864-1953) nasceu na Pensilvânia, nos Estados Unidos, e formou-se engenheiro na Universidade de Yale. Lançou-se no mercado latino-americano, investindo em segmentos empresariais como energia elétrica, bondes e construção de portos e ferrovias. No Brasil, foi pioneiro na construção de linhas férreas e de siderurgias, otimizando o processo de extração de minério de ferro, e ligando a produção siderúrgica ao litoral com vistas à exportação. Entre seus empreendimentos, destacamos a Brazil Railway Company, Cia. Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, Itabira Iron Ore Co., Companhia Brasileira de Mineração e Siderurgia e a Aços Especiais Itabira. Por sua atuação ligada aos investidores e ao mercado internacional, suscitou resistências nacionalistas que marcaram sua trajetória no país.

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Percival e Cathya Farquhar…

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Documentos Literários | O Livro Mais Lido no Nordeste

Documentos Literários | O Livro Mais Lido no Nordeste

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Em homenagem ao nascimento de John Dee (Londres, 13 de julho de 1527 – Richmond, 1608?), matemático, geógrafo, alquimista e astrólogo que serviu de conselheiro à Rainha Elizabeth I da Inglaterra, a Série Documentos Literários apresenta o Lunário Perpétuo, nome encurtado de uma obra muito popular no Brasil nos séculos XVIII e XIX.

Escrito originalmente em espanhol pelo astrólogo e matemático Jeronimo Cortez, natural de Valencia, o Lunário teve sua primeira edição em 1582, época em que a Astrologia era um campo do saber reconhecido pelos eruditos e amplamente difundido entre a população. Foram muitos os almanaques astrológicos que circularam na Península Ibérica nesse período, contendo informações sobre signos astrológicos e fenômenos astronômicos, mas, principalmente, calendários de festas e dias santos, meteorológicos, de tábuas da maré, lunares – enfim, informações utilíssimas para o dia-a-dia e para atividades como a navegação e a agricultura.

o livro mais lido do ne

A primeira edição portuguesa surgiu em 1703…

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FBN | Notas de Lima Barreto sobre a Divulgação de “Policarpo Quaresma”.

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Em meio à atual discussão sobre os problemas do mercado editorial, a Série Documentos Literários, colaboração da Divisão de Manuscritos, apresenta um caderno do escritor Lima Barreto, no qual o escritor tomou notas sobre a distribuição e divulgação de seu livro “O Triste Fim de Policarpo Quaresma”.

O romance, que segundo foi um precursor do Modernismo, saiu primeiro em folhetim no Jornal do Commercio, em 1911. Como livro, foi publicado em 1915, às custas do autor, que tomou a si a tarefa de divulgá-lo, fornecendo exemplares a jornalistas e críticos da época. O caderno traz anotações feitas a esse respeito, listando nomes de periódicos e de pessoas como Olavo Bilac, Bastos Tigre e Ruy Barbosa, bem como os endereços de entrega. Também inclui outras notas e um texto que pode ser o rascunho de uma carta, de uma crônica ou simplesmente um desabafo:

“O Polycarpo

Meu livro sahiu há quasi…

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FBN | André Rebouças Trata da Propaganda Abolicionista.

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A Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos, homenageia André Rebouças, um dos maiores nomes do movimento abolicionista no Brasil.
 
Rebouças nasceu em Cachoeira – BA no dia 13 de janeiro de 1838, em meio à revolução popular conhecida como sabinada. Era o mais velho dos sete filhos do advogado autodidata Antônio Pereira Rebouças, que, apesar de todo o preconceito existente na época, tinha prestígio e boa posição social. Em 1846, a família se mudou para o Rio de Janeiro, onde André e seu irmão Antônio estudaram na Escola Politécnica e se tornaram engenheiros militares. Passaram alguns meses na Europa e, ao retornar, passaram a trabalhar para o governo brasileiro, na área de portos e fortificações litorâneas.
Após alguns meses em que serviu como engenheiro na Guerra do Paraguai, André Rebouças voltou para a Corte, onde se dedicou a projetos de modernização do país, contando sempre com a…

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