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Bibliomanias…

Entrevista para o blog literário Minha Montanha Russa de Emoções.

Entrevista para o blog literário Minha Montanha Russa de Emoções, da Khrys Anjos.

Participando com gosto das suas comemorações de aniversário de 3 anos!

Confira aqui a entrevista

 

 

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Aprendendo a velocidade de leitura…

Tenho um vício desenfreado por livros. De verdade. Praticamente beirando a bibliomania de Flaubert. José Mindlin é meu ídolo. Meu coração pertence aos livros impressos, mas também tenho uma queda pelas versões digitais.

Historiadora, doutoranda e escritora1, leio com bastante conforto na tela do computador, e com a coleção de livros da casa beirando o milhar, resolvi ser mais simpática aos e-books. O fato de meu marido ser sociólogo e professor, e de minha filha de dois anos já ser apaixonada por livros2 tem acelerado a contagem. Enfim, com o espaço nas estantes diminuindo, passei a ocupar também lugar no HD.

Ainda não adquiri um dispositivo de leitura propriamente dito, mas já possuo há bastante tempo um aplicativo no celular. Confesso que só tinha utilizado para ler um livro, O Cão dos Baskerville, o que foi feito em doses homeopáticas ao longo de muitos meses. No entanto, após abrir conta em um site que indica livros grátis, comecei a ler com um pouco mais de frequência no dispositivo, e hoje me dei conta que uma de suas funções me causa profunda ansiedade: calcular a velocidade de leitura.

Uma das coisas que adoro fazer é virar a noite lendo um livro do início ao fim. Há um prazer estranho em só notar que o dia já amanheceu depois de ler a última frase de uma obra. Obviamente, com um doutorado em vias de ser defendido e uma filha de dois anos, tal não acontece frequentemente. De qualquer forma, parte da adrenalina está em ver as horas passarem e a leitura avançar. O “será que vou conseguir terminar” é o meu equivalente ao looping de uma montanha-russa. O grande problema é lidar com certa culpa de fazer isso nas ocasiões que eu sei que deveria estar trabalhando ou dormindo…

Mas voltando às funções de leitura: eu não tinha prestado muita atenção ao “aprendendo a velocidade de leitura” até hoje, ao olhar rapidamente o começo de um novo livro. Normalmente minha atenção se volta às minúsculas letras no canto esquerdo da tela do celular quando marca a opção aprendendo, ou no final de um capítulo e seus X minutos para terminá-lo. No entanto, por algum motivo que desconheço, o aplicativo resolveu me presentear com o tempo total para terminar a obra: 11 horas e muitos minutos. Mesmo sabendo que eu não poderia finalizar a leitura nesse dia, o fato consumado em números me causou uma forte angústia.

Qual é a graça de saber em quanto tempo se vai terminar de ler um livro? Qual o motivo de compartimentar um prazer em horas e minutos? A vida moderna e a necessidade de realizar várias tarefas está realmente colocando um preço na diversão. É como um decreto de que aquele looping não vai durar para sempre. Tenho pavor de montanhas-russas, mas já andei em algumas para saber que se, ao invés de uma música interessante houvesse cronômetro regressivo informando os segundos entre o início e o fim da viagem, a burocracia da contagem diminuiria a diversão. Ou ao menos faria com que a adrenalina livre cedesse lugar à uma nada aprazível ansiedade.

Sendo assim, tenho as seguintes alternativas: escarafunchar o aplicativo em busca da opção de desabilitar a função ou ao menos relegá-la aos capítulos separadamente; ou tentar enlouquecer o sensor lendo cada capítulo em uma velocidade, o que dever ser divertido. Mas o melhor de tudo é sempre poder contar com o bom e velho livro impresso em que a única função é a imaginação. Obrigada, Gutenberg!

 

Lendo Oscar Wilde

 

1 Não pude adicionar blogueira à lista porque o “Lanchinho da Meia-Noite” tem sido bastante negligenciado. Mas prometo novidades quentes de Sangue Azul em breve. Muito em breve!

2 O livro favorito da Bebel que está nas nossas estantes, não na dela, e é um de meus preferidos: O Fantasma de Canterville, de Oscar Wilde. Mas mesmo uma mãe coruja tem que admitir que isso provavelmente se deva ao fato da capa ser rosa-shocking.

 

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Os bajuladores da majestade

Os bajuladores da majestade

Dedicatórias impressas serviam de objeto de troca simbólica de poder e favores entre letrados e D. João VI

Ana Carolina Galante Delmas

Thomas Ender registra em gravura Spix, Martius e outros passageiros que leem a bordo de uma fragata em direção ao Rio de Janeiro no período da corte joanina, em 1817. (Fundação Biblioteca Nacional)

Thomas Ender registra em gravura Spix, Martius e outros passageiros que leem a bordo de uma fragata em direção ao Rio de Janeiro no período da corte joanina, em 1817. (Fundação Biblioteca Nacional)

 

Não é de hoje que uma mãozinha dos poderosos ajuda indivíduos a subir na carreira. Em 1610, o físico e astrônomo Galileu Galilei ofereceu sua obra Sidereus Nuncius, além de uma luneta inventada por ele, a um membro da família Médici, dinastia italiana notável nos campos de política, governo e principalmente no mecenato. Essa homenagem abriu caminho para que Galileu circulasse com prestígio pelas universidades e se encontrasse algumas vezes com o papa, além de conseguir patrocínio para publicar outras obras, inclusive aquela que seria a responsável por sua perseguição e desgraça (Diálogo, de 1632).

No Brasil do século XIX, a prática de fazer dedicatórias estrategicamente destinadas a quem detinha o poder continuava sendo um importante meio para os homens das letras, artes e ciências se sustentarem. A figura do letrado – muito próxima do que se conhece atualmente como “intelectual” – buscava valorizar seu espaço, recorrendo a mecenas que lhes garantissem prestígio e proteção por meio de benesses e mercês.

Nos livros manuscritos, surgem na Europa medieva tributos em forma de desenho: a figura do letrado-súdito ajoelhado, totalmente submisso, oferece sua obra a um santo de devoção, ou aos pés de um soberano sentado ao trono. Mais tarde, as dedicatórias ganharam fôlego em sua forma impressa. No século XVIII já se apresentavam como uma das melhores formas de atrair as boas graças de um rei. Tanto que livreiros e tradutores se apropriavam de obras para dedicá-las aos poderosos.

O Brasil que recebeu a corte de D. João, em 1808, caracterizava-se por um alto número de iletrados, com uma cultura fortemente marcada pela oralidade e onde a escrita estava reservada apenas a alguns notáveis. A vinda da corte portuguesa expandiu as possibilidades de concessão de benesses. Para a organização e a afirmação do governo de D. João, fez-se necessária a distribuição de títulos, comendas, honras, mercês, cargos públicos e privilégios. Instituía-se assim a chamada “economia do dom”, em que os beneficiados passaram a estar ligados ao monarca por uma rede assimétrica de relações de trocas de favores e serviços. Somente D. João poderia nomear cargos a serviço da Coroa, bem como conceder títulos de nobreza e os benefícios ligados a estes. Também lhe era exclusivo o poder de permitir a abertura de tipografias (“casas impressoras”). A vinda da Família Real possibilitou que tais relações fossem traduzidas em sua forma impressa, concedendo novas oportunidades, especialmente à elite de letrados.

Antes de 1808, as tipografias estavam proibidas, buscando-se conter o afluxo de ideias contrárias aos interesses da Coroa. A Impressão Régia foi inaugurada no aniversário do regente, em 13 de maio daquele ano, e iniciou prontamente suas funções. Apesar do despertar da vida cultural, a Coroa adotava medidas de controle em relação a obras que oferecessem perigos políticos, morais ou religiosos. Governo e elites temiam a perda do domínio sobre os súditos, sendo o maior de seus medos o estouro de uma revolução. Por isso, foram criados órgãos de censura, como a Junta Diretora da Impressão Régia e a Mesa do Desembargo do Paço, cujos cargos eram privilégios.

Em uma sede de monarquia ainda em estruturação, com um fraco mercado literário, os letrados dependiam do poder da Coroa, a principal responsável por sua remuneração simbólica e material. Nesse ambiente, a retórica das dedicatórias tinha considerável valor. José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu, foi o primeiro a dedicar uma obra impressa no Brasil. Na abertura dasObservações sobre o comércio franco no Brazil (1808), não economiza loas ao regente:

                                                                                                                                                             Senhor

Devendo ser o voto de quaisquer fieis Vassalos, que o Nome de V.A.R. [Vossa Alteza Real] seja celebrado em todas as Nações; e sendo o meu principal empenho, que a Humanidade Consagre a V.A.R. o Titulo de Libertador do Comércio; Mostrando-se V.A.R. entre as Potências da Terra, como o mais Sábio dos Reis, Salomão, e o mais Opulento, o Monarca de Tiro, (…) consideres que seria de algum Serviço ao Estado o fazer apreciar no Público a incomparável Mercê, que V.A.R. se Dignou Conferir a estes seus Domínios Ultramarinos, Permitindo a Franqueza do Comércio; sendo este imenso Benefício o Precursor de muitos outros, com que Se Liberaliza continuamente para o Bem Geral, e que assemelham a V.A.R. ao Grande Tito, Imperador de Roma, a quem os contemporâneos denominarão as Delicias da Humanidade, transmitindo-nos a História a sua insigne máxima, de que julgava perdido o dia, quando não fazia algum beneficio ao Império.

 

Os textos tentavam impressionar pela erudição. Usavam referências clássicas, históricas, e sobretudo bíblicas. Traziam citações em latim, francês e inglês. Não faltavam afirmações de submissão e lealdade, além dos desejos de prosperidade e bênçãos.

A Impressão Régia publicou 229 obras elogiosas. Quase a metade nos primeiros anos da Corte no Brasil (1808 a 1814), sendo 51 direcionadas a D. João. Esse primeiro período foi marcado pela euforia dos “brasilienses” que recebiam pela primeira vez o seu soberano, pelas possibilidades trazidas pela posição de capital do império português e por uma certa estabilidade política – não havia problemas sucessórios ou decisões acerca do destino da Corte e do Brasil a serem tomadas.

Mas a tranquilidade do relacionamento do Brasil com Portugal não durou muito. A permanência da Corte no Rio de Janeiro passou a ser considerada desnecessária pelos portugueses. O ano de 1817 foi um dos mais conturbados do governo joanino, com tensões dos dois lados do Atlântico. A decisão de manter o Brasil no centro das possessões portuguesas e a aclamação de D. João em 1818, cerimônia pela primeira vez vista nas Américas, acalmaria os brasileiros, mas acirraria ainda mais os ânimos portugueses.

Entre 1815 e 1820 foram impressas 73 obras com dedicatórias, sendo 36 em homenagem a D. João. Este adiaria ao máximo a decisão de retornar a Portugal, e seu regresso, em 1821, deixou o Brasil imerso em um período de incertezas políticas, que culminariam com a Independência. O atraso na resolução deixou a elite letrada na mesma indecisão: se o objetivo era se dirigir ao poder vigente, nessa atmosfera confusa não estava claro para quem direcionar os elogios. De qualquer modo, ao longo dos anos de 1821 e 1822, saíram 24 homenagens dos prelos da Impressão Régia. Enquanto seis destinavam-se a D. João VI, cinco preferiram louvar seu filho, D. Pedro. As dedicatórias refletiam a dinâmica política do Brasil, e algumas eram voltadas a objetos vagos, como “a Nação Portuguesa”, para quem Inocêncio da Rocha Galvão abre a obra O despotismo considerado nas suas causas e effeitos (1821), com referências à Revolução do Porto:

 

Magnânima e generosa Nação: se apesar de ter nascido em outro hemisfério, fui um dos primeiros que na tua capital levantaram o grito da Liberdade, no memorável dia 15 de Setembro; (…) Oxalá que a sua frondosa e dilatada rama, topetando na abóbada celeste, possa oferecer benignamente sombra aos habitantes de menos venturosos climas, que a ela se vierem abrigar, fugindo aos raios abrasadores da tirania! Tais são, ilustre e generosa Nação, os ardentes votos que por ti formo, protestando estar sempre pronto a oferecer a minha vida em holocausto, no altar da tua liberdade. (…)

No Despotismo, nem os povos estão felizes, nem os príncipes estão seguros.

 

Os autores pareciam disputar o título de “o mais fiel e humilde vassalo”, espécie de “encerramento-padrão” dos elogios. Chamavam a atenção para suas requisições, procurando atestar seu valor e, quando tal feito não era possível, escreviam galanteios garbosos em todas as páginas da edição. Com menor frequência, arriscavam sugestões para elaboração de novas obras, mas era comum a presença de agradecimentos por algo já recebido.

Ainda que de forma lenta e gradual e por seleto grupo, a prática das homenagens impressas se enraizou de tal forma que sua permanência pode ser percebida ao longo de quase todo século XIX, trilhando um caminho próprio em sua manifestação tropical. A dinâmica da troca de favores por meio dos livros e dos impressos no Brasil crescia em conjunto com o reino, e acompanharia os acontecimentos políticos do futuro Império.

 

Ana Carolina Galante Delmas é autora da dissertação Do mais fiel e humilde vassalo – uma análise das dedicatórias impressas no Brasil joanino (Uerj, 2008).

 

 

Saiba mais – Bibliografia

 

CHARTIER, Roger. “O Príncipe, a Biblioteca e a Dedicatória”. In: BARATIN, Marc; JACOB, Christian. O Poder das Bibliotecas – a memória dos livros no Ocidente. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2000. p. 182-199.

 

ELIAS, Norbert. A sociedade de Corte. Investigação sobre a sociologia da realeza e da aristocracia de corte. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.

 

LIMA, Oliveira. D. João VI no Brasil. 3. ed. Rio de Janeiro: Topbooks, 1996.

 

NEVES, Lúcia Maria Bastos Pereira das Neves; MACHADO, Humberto Fernandes. O Império do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

 

 

http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos-revista/os-bajuladores-da-majestade

 
 

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Jorge Amado 100 anos

Trabalho colaborativo em homenagem aos 100 anos de Jorge Amado. Navegue pelas ilustrações das obras e assista aos trechos narrados pelos leitores do Globo. Agradecimento: Companhia das Letras

Veja aqui.

Fonte: O Globo Cultura

Destaque para o último vídeo!

 
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Publicado por em 15/08/2012 em Livros

 

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Feliz Dia do Escritor!

Um Escritor é Uma Contradição

Um escritor é uma coisa curiosa. É uma contradição e, também, um contra-senso. Escrever também é não falar. É calar. É gritar sem ruído. Um escritor é, muitas vezes, repousante: ouve muito. Não fala muito porque é impossível falar a alguém de um livro que se escreveu e, sobretudo, de um livro que se está a escrever.
É impossível. É o oposto do cinema, o oposto do teatro e de outros espectáculos. É o oposto de todas as leituras. É o mais difícil de tudo. É o pior. Porque um livro é o desconhecido, é a noite, é fechado, é assim. É o livro que avança, que cresce, que avança em direcções que julgávamos ter explorado, que avança em direcção ao seu próprio destino e ao do seu autor, então aniquilado pela sua publicação: a sua separação dele, do livro sonhado, como da criança recém-nascida, sempre a mais amada.

Marguerite Duras, in “Escrever”

O Bom Escritor

Todos os bons livros assemelham-se no facto de serem mais verdadeiros do que se tivessem acontecido realmente, e que, terminada a leitura de um deles, sentimos que tudo aquilo nos aconteceu mesmo, que agora nos pertencem o bem e o mal, o êxtase, o remorso e a mágoa, as pessoas e os lugares e o tempo que fez. Se conseguires dar essa sensação às pessoas, então és um bom escritor.

Ernest Hemingway, in “Escrito de um Velho Jornalista (Esquire, 1934)”

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Anne Hathaway como Jane Austen no filme
“Amor e Inocência” (Becoming Jane, 2007).

Escritos encontrados no site Citador

 
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Publicado por em 26/07/2012 em Datas, Livros

 

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Paper Passion leva o cheiro dos livros de verdade aos seus e-books

A fragrância imita o cheiro dos livros recém-impressos.

Por Fernanda Morales

 

Foto: Reprodução: Technabob

A leitura de textos e livros em leitores eletrônicos e tablets está se tornando cada vez mais comum, mas onde foi parar aquele cheiro tão agradável que os livros de papel exalam ao serem abertos pela primeira vez?

Pensando nisso, a Steidl lançou uma fragrância de livros para levar aquele cheirinho agradável também para os e-books, o Paper Passion. Isso mesmo, um perfume para seus aparelhos eletrônicos parecerem mais realistas.

“O cheiro de um livro recém-impresso é o melhor cheiro do mundo”, afirmou Karl Lagerfield.

O Paper Passion, apresentado durante um evento da revista Wallpaper, em Milão, na Itália, foi desenvolvido para ser espirrado sobre seu dispositivo móvel sem causar nenhum tipo de dano.

O perfume já está disponível no mercado e pode ser adquirido por aproximadamente US$ 115 e, o Paper Passion vem armazenado dentro de um livro de verdade.

 

Fonte: Geek.com.br

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As bibliotecas dos ricos e famosos

Best of Book Riot: Libraries of the Rich and Famous

Today is Book Riot’s half-birthday–that’s right, we’re six months old today. To celebrate, we’re running our ten most popular posts today. Hope you enjoy and thanks for reading Book Riot! This two-part post ran on March 14 and 21, 2012

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As I’ve been unpacking boxes and realizing that I don’t even have enough bookshelves to put my books on, I decided to torture myself and look at homes of people who can dedicate an entire room to being a library (most likely with the help of an uber-expensive designer to organize and make it look scrumptious). Would you like to be tortured too? Brace yourself…

Karl Lagerfield’s Personal Library: Not as cozy as I would pick for my own, but I would pay money to look through those titles… that’s a LOAD of books, folks! Aren’t you the least bit curious what is on those shelves?

*****

Diane Keaton’s Personal Library: Loving the lighting, loving the colors, the writing on the wall is pretty cool — but where are the chairs? I like to be able to sit down while perusing (or reading, for that matter). 

*****

Woody Allen’s Personal Library: Although I’m highly disgusted when someone marries their daughter (please, people… he helped raise her – adoptive/step-daughter/what-ever-kind-of-name-you-put-in-front-of-the-word daughter equals daughter), his library rocks. It’s comfortable, cozy, and old-school east coast-looking; love it. 

*****

Keith Richards’ Personal Library: This is a sweet personal library, but really… what did we expect from Keith Richards. I would really like to know what he has on his shelves. 

*****

William Randolph Hearst’s Library: This is a dream of a library.  If it was mine, I would invite all of my friends over and we would have a big library party; everyone would be offered something to nosh on and then instructed find a place in the room and be super quiet while we all enjoyed devouring the books. Rocking party, I know… that’s how I roll. 

Thanks to a reader from last week pointing out Neil Gaiman’s library to me. HELLO, this man reads. Think he’s read all of these, or might some of these be his to-be-read shelves?!?

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Sting’s library at the top of his staircase in London is beautiful. Very law school-philosophy vibe going on here… I dig it. Do you?

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Um, yes please! This is the library of designers Mark Badgley and James Mischka’s in their weekend house. I’ll take the weekend house and the library. The black painted wood adds a modern twist to this library, and I enjoy that they combined an eating area with their books. In fact, I think this would inspire me to have a reading dinner party. Wine, books, friends, and a game guessing passages from books? I’m there. 

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Here is Julia Child’s personal library from when she lived in Cambridge, Massachusetts. This cozy, warm, neutral-toned library makes me want to curl up next to that fireplace and get lost in a book — or possibly a conversation with Julia and Paul about the books they own. Can you imagine the books that must be in that library? Paul was known as a very smart, well read man… I’m sure they have some treasures in there. If the walls could speak. 

*****

This by far is my favorite library we’ve featured, and probably my favorite personal library that I’ve ever seen. It belongs to Professor Richard A. Macksey. Macksey is an author in his own right along with being a well-known, beloved professor at Johns Hopkins University, and co-founder of the university’s Humanities Center. He is the owner of one of the largest personal libraries in the state of Maryland, with over 70,000 ($4 million worth) books and manuscripts along with art work. Macksey’s course on Proust is famous among underground students at Johns Hopkins, and he is known to hold graduate level courses in his famous library. 

Fonte: http://bookriot.com/2012/04/03/best-of-book-riot-libraries-of-the-rich-and-famous/

 
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Publicado por em 15/06/2012 em Livros

 

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Mais Curiosidades Literárias

Curiosidades Literárias II:

1 – Lord Byron tinha um pé torto, mas ninguém sabe dizer qual é. Sua mãe dizia que era o direito, assim como os seus editores, que tinham as botas dele para provar. Mas o fabricante dos seus aparelhos ortopédicos dizia que era o esquerdo. Edward Trelawny, amigo de Byron, espiou as pernas dele depois de morto e disse que não eram nenhum dos dois, opinião compartilhada por um médico que examinou as botas dele 100 anos depois e concluiu que ele sofria na verdade de um distúrbio cerebral chamado diplegia espástica.

2 – J.K Roling começou a escrever seu primeiro livro Harry Potter e a Pedra Filosofal, em guardanapos em um bar que freqüentava, e ao terminar o livro ficou com uma terrível dúvida: escolher se comprava leite para sua filha ou mandava seu livro pra editora, hoje ela é mais rica que a rainha!

3 – Honoré de Balzac ingeria cerca de 50 xícaras de café por dia. Ele tinha predileção pelo café turco, preto e forte. Quando não conseguia tomar café, ele mesmo moia os grãos e os comia puros. Imaginem só se ele tivesse conhecido a Coca-Cola…

4 – O mestre do terror Edgar Allan Poe frequentou um internato na Inglaterra que ficava ao lado de um cemitério. As aulas de matemática ocorriam em meio aos túmulos, com os alunos tendo que calcular as idades dos mortos pelas datas marcadas nas lápides. E as aulas de ginástica consistiam em abrir as covas em que seriam enterrados os mortos da cidade. Depois disso, fica fácil entender porque Poe se tornou um dos escritores de terror mais conceituados de todos os tempos.


5 – Charles Dickens era adepto do mesmerismo. Hipnotizava pessoas em festas só por diversão e ajudava amigos a superar pequenas enfermidades. Também era um adepto da interpretação dos sonhos. Pena que ele nasceu antes de Freud inventar a psicanálise, senão o mundo poderia ter ganho um psicólogo mas possivelmente teria perdido Oliver Twist. A palavra inglesa boredom apareceu impressa pela primeira vez em A Casa sombria.A expressão em inglês “What the dickens?”; já era usada antes de Charles Dickens ter nascido, e é uma corrupção da expressão “What the devil?” (“mas que diabo?…”).

6 – Leon Tolstói, o autor de “Guerra e Paz”, afirmava que tinha aprendido a falar esperanto em “três ou quatro horas” e passou a defender o idioma universal com unhas e dentes. Além de sua fama como escritor, Tolstoi ficou famoso por tornar-se, na velhice, um pacifista, cujos textos e ideias batiam de frente com as igrejas e governos, pregando uma vida simples e em proximidade à natureza. Morreu aos 82 anos, de pneumonia, durante uma fuga de sua casa, buscando viver uma vida simples.

7 – O grande escritor estadunidense Mark Twain era fumante desde os oito anos de idade. Durante a vida adulta, consumia cerca de 40 charutos por dia. E eram charutos do tipo mais vagabundo possível, apelidados de “mata-rato”. Seus amigos faziam questão de levar seus próprios charutos quando o visitavam, com medo que ele oferecesse um dos seus.

8 – Consta que as últimas palavras de Oscar Wilde (autor de “O retrato de Dorian Gray”) antes de morrer de meningite em um quarto de hotel em Paris foram: “Meu papel de parede e eu estamos lutando um duelo mortal. Um de nós dois terá de sair daqui.”

9 – Há quem defenda que Franz Kafka, autor de “A metamorfose”, tenha inventado o capacete de segurança civil, quando trabalhava no Instituto de Seguros e Acidentes de Trabalho da Boêmia, apesar de não haver certeza se ele inventou mesmo o objeto ou só defendeu o seu uso generalizado.


10 – “O Hobbit”, obra do grande JRR Tolkien, foi proibida na Alemanha nazista depois que um oficial do governo alemão entrou em contato com o autor britânico em 1937 para saber se ele era judeu e recebeu a seguinte resposta: “Lamento dizer que não tenho ascenstrais pertencentes a este povo tão bem dotado”.

Há uma coincidência curiosa em um dos seus livros, partamos desse trecho:

“Três anéis para os Reis Elfos sob este céu,
Sete para os Senhores Anões em seus rochosos corredores,
Nove para os Reis dos Homens fadados ao eterno sono,
Um para o Senhor do Escuro em seu escuro trono.”

Se invertermos a ordem dos números correspondentes à quantidade de anéis, teremos 1, 9, 7 e 3, ou, se preferirem, 1973, ano da morte de Tolkien.

 

Fonte: http://www.facebook.com/pages/Eu-amo-Ler/389742681051228

 

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Há 26 anos morria Jorge Luis Borges…

Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo (Buenos Aires, 24 de agosto de 1899 — Genebra, 14 de junho de 1986) foi um escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino.

Em 1914 sua família se mudou para Suíça, onde ele estudou e viajou para a Espanha. Em seu retorno à Argentina em 1921, Borges começou a publicar seus poemas e ensaios em revistas literárias surrealistas. Também trabalhou como bibliotecário e professor universitário público. Em 1955 foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional da República Argentina e professor de literatura na Universidade de Buenos Aires. Em 1961, destacou-se no cenário internacional quando recebeu o primeiro prêmio internacional de editores, o Prêmio Formentor.

Seu trabalho foi traduzido e publicado extensamente no Estados Unidos e Europa. Borges era fluente em várias línguas.

Sua obra abrange o “caos que governa o mundo e o caráter de irrealidade em toda a literatura”. Seus livros mais famosos, Ficciones (1944) e O Aleph (1949), são coletâneas de histórias curtas interligadas por temas comuns: sonhos, labirintos, bibliotecas, escritores fictícios e livros fictícios, religião, Deus. Seus trabalhos têm contribuído significativamente para o gênero da literatura fantástica. Estudiosos notaram que a progressiva cegueira de Borges ajudou-o a criar novos símbolos literários através da imaginação, já que “os poetas, como os cegos, podem ver no escuro”. Os poemas de seu último período dialogam com vultos culturais como SpinozaLuís de Camões e Virgílio.

Sua fama internacional foi consolidada na década de 1960, ajudado pelo “boom latino-americano” e o sucesso de Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez. Para homenagear Borges, em O Nome da Rosa um romance de Umberto Eco, há o personagem Jorge de Burgos, que além da semelhança no nome é cego assim como Borges, foi ficando ao longo da vida. Além da personagem, a biblioteca que serve como plano de fundo do livro é inspirada no conto de Borges A Biblioteca de Babel (Uma biblioteca universal e infinita que abrange todos os livros do mundo).

O escritor e ensaísta John Maxwell Coetzee disse sobre ele: “Ele, mais do que ninguém, renovou a linguagem de ficção e, assim, abriu o caminho para uma geração notável de romancistas hispano-americanos”.

Mais de Jorge Luis Borges na Wikipedia, incluindo sua bibliografia.

Recomendo que leiam!

 
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Publicado por em 14/06/2012 em Livros

 

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Curiosidades Literárias

CURIOSIDADES LITERÁRIAS:

Você sabia que:

Aluísio de Azevedo tinha o hábito de, antes de escrever seus romances, desenhar e pintar, sobre papelão, as personagens principais mantendo-as em sua mesa de trabalho, enquanto escrevia.

 

– Aos dezessete anos, Carlos Drummond de Andrade foi expulso do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo (RJ), depois de um desentendimento com o professor de português. Imitava com perfeição a assinatura dos outros. Falsificou a do chefe durante anos para lhe poupar trabalho. Ninguém notou. Tinha a mania de picotar papel e tecidos. “Se não fizer isso, saio matando gente pela rua”. Estraçalhou uma camisa nova em folha do neto. “Experimentei, ficou apertada, achei que tinha comprado o número errado. Mas não se impressione, amanhã lhe dou outra igualzinha.”

 
– Numa das viagens a Portugal, Cecília Meireles marcou um encontro com o poeta Fernando Pessoa no café A Brasileira, em Lisboa. Sentou-se ao meio-dia e esperou em vão até as duas horas da tarde. Decepcionada, voltou para o hotel, onde recebeu um livro autografado pelo autor lusitano. Junto com o exemplar, a explicação para o “furo”: Fernando Pessoa tinha lido seu horóscopo pela manhã e concluído que não era um bom dia para o encontro.

Euclides da Cunha, Superintendente de Obras Públicas de São Paulo, foi engenheiro responsável pela construção de uma ponte em São José do Rio Pardo, SP. A obra demorou três anos para ficar pronta e, alguns meses depois de inaugurada, a ponte simplesmente ruiu. Ele não se deu por vencido e a reconstruiu. Mas, por via das dúvidas, abandonou a carreira de engenheiro.

Gilberto Freyre nunca manuseou aparelhos eletrônicos. Não sabia ligar sequer uma televisão. Todas as obras foram escritas a bico-de-pena, como o mais extenso de seus livros, Ordem e Progresso, de 703 páginas.

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Graciliano Ramos era ateu convicto, mas tinha uma Bíblia na cabeceira só para apreciar os ensinamentos e os elementos de retórica.

Guimarães Rosa, médico recém-formado, trabalhou em lugarejos que não constavam no mapa. Cavalgava a noite inteira para atender a pacientes que viviam em longínquas fazendas. As consultas eram pagas com bolo, pudim, galinha e ovos. Sentia-se culpado quando os pacientes morriam. Acabou abandonando a profissão. “Não tinha vocação. Quase desmaiava ao ver sangue”, conta Agnes, a filha mais nova.

Jorge Amado para autorizar a adaptação de Gabriela para a tevê, impôs que o papel principal fosse dado a Sônia Braga. “Por quê?”, perguntavam os jornalistas, Jorge respondeu: “O motivo é simples: nós somos amantes.” Ficou todo mundo de boca aberta. O clima ficou mais pesado quando Sônia apareceu. Mas ele se levantou e, muito formal disse: “Muito prazer, encantado.” Era piada. Os dois nem se conheciam até então.


José Lins do Rego era fanático por futebol. Foi diretor do Flamengo, do Rio, e chegou a chefiar a delegação brasileira no Campeonato Sul-Americano, em 1953.


Machado de Assis era miope, gago e sofria de epilepsia. Enquanto escrevia Memórias Póstumas de Brás Cubas, foi acometido por uma de suas piores crises intestinais, com complicações para sua frágil visão. Os médicos recomendaram três meses de descanso em Nova Friburgo. Sem poder ler nem redigir, ditou grande parte do romance para a esposa, Carolina (Carolina Augusta Xavier de Novaes).

Manuel Bandeira sempre se gabou de um encontro com Machado de Assis, aos dez anos, numa viagem de trem. Puxou conversa: “O senhor gosta de Camões?” Bandeira recitou uma oitava de Os Lusíadas que o mestre não lembrava. Na velhice, confessou: era mentira. Tinha inventado a história para impressionar os amigos.

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Fonte: http://www.facebook.com/pages/Eu-amo-Ler/389742681051228

 
 

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