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Arquivo da categoria: Pensamentos

Afirmações que valem a pena ser compartilhadas. Sem preconceito de autor ou categorização.

Algumas coisas custam mais do que imaginamos.

Contra a exploração e o tráfico.

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Diferença nos detalhes… e nas ações!

A diferença, nesse caso, é mais do que um chapéu.

E ações valem mais do que imagens ou palavras, ainda que tenha sido a propaganda nazista a arrastar milhares à histeria coletiva de levar seus próprios vizinhos à morte. Ou “apenas ao sumiço”, como afirmaram alguns.

As escolhas e as ações que fazemos nos definem, muito mais que nossos pensamentos, pois elas são a manifestação do que pensamos de melhor, ou pior.

Sem brincadeira, é possível parafrasear um clássico moderno a respeito disso. Dumbledore diz a Harry que “São as nossas escolhas, Harry, que revelam o que realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades”. (Harry Potter e a Câmara Secreta).

Alguns livros mais tarde, no parágrafo favorito de minha sobrinha mais velha, Harry “finalmente entendeu o que Dumbledore estivera tentando lhe dizer. Era, pensou Harry, a diferença entre ser arrastado para a arena para enfrentar uma luta mortal e entrar na arena de cabeça erguida. Algumas pessoas diriam, talvez, que a escolha era mínima, mas Dumbledore sabia – e eu também, pensou Harry, com súbito orgulho, bem como meus pais – que aí residia toda a diferença do mundo.”  (Harry Potter e o Enigma do Príncipe).

E reside, mesmo.

Enfim, para entender melhor a diferença entre os bigodes de Hitler e Chaplin, recomendo que assistam ao filme “O grande ditador“, e que procurem pelo documentário “O Vagabundo e o Ditador“. Não deixem de assistir ao paralelo traçado entre as duas vida, próximas cronologicamente e tão distantes ideologicamente, para ver como  o humor foi utilizado como forma de alerta contra o horror e a iniquidade.

Agradecimento pela ideia e pela imagem: Literatortura. Curta também no Facebook.

 

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Adultos e histórias

“E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?”

José Saramago

 
2 Comentários

Publicado por em 05/07/2012 em Pensamentos

 

Bola de futebol que gera energia pode ajudar comunidades carentes

ngenheiras criaram uma maneira de converter uma simples “pelada” em energia elétrica, a invenção é a bola de futebol sOccket.

O produto foi criado por uma equipe de quatro mulheres, Jessica Lin, Jessica Matthews, Julia Silverman, Hemali Thakkar, estudantes de engenharia da Universidade de Harvard. No verão de 2008 elas dividiram seus tempos entre Boston, África do Sul, Libéria e Nigéria no esforço de dar às pessoas das comunidades africanas a capacidade de gerar e ter energia elétrica chutando uma bola de futebol.

Por terem vivido por muito tempo na África, as engenheiras decidiram traduzir a energia positiva do futebol e das crianças, para suas vidas fora dos campos e em suas casas.

A beleza da sOccket é que uma criança em uma nação em desenvolvimento pode jogar uma partida de futebol depois da escola, deixar o campo de jogos, ter a bola em casa, ligar uma lâmpada e ter luz suficiente para fazer lição de casa, mesmo não existindo edifícios com energia elétrica por 160 km ao redor.

Enquanto as co-fundadoras tem esperança em transformar o projeto em uma ferramenta global de saúde, a bola é, em primeiro lugar, um gerador portátil engenhosamente simples.

Na maioria dos países Africanos, 95% da população vive sem acesso à eletricidade, segundo o World Bank Millennium Goals Report. O Banco Mundial estima que respirar a fumaça criada pela queima de querosene em ambientes fechados equivale a efeitos tão nocivos como fumar dois maços de cigarros por dia. “Há uma enorme necessidade de trazer soluções de energia para quem não tem acesso que sejam mais baratas, limpa e simples, para uso imediato”, diz Jessica Lin, uma das inventoras.

A sOccket é uma bola de futebol que capta a energia do impacto que normalmente é perdida para o meio ambiente. A bola utiliza um mecanismo de bobina indutiva para gerar energia. A eletricidade gerada é então armazenada na bola, que depois de escurecer pode ser usada para acender uma lâmpada LED ou carregar um celular.

Lin explica que a sOccket utiliza um mecanismo de bobina indutiva semelhantes aos encontrados em lanternas de agitar-carga. O movimento da bola força um ímã para uma bobina que induz uma tensão para gerar eletricidade. “A bobina não afeta o movimento da bola de qualquer maneira”, complementa Matthews.

A bola pesa cerca de 142g; mais do que uma bola de futebol regular, mas como não foi feita para profissionais do futebol, é improvável notar a diferença.

Para cada 15 minutos jogados na primeira versão da sOccket, a bola foi capaz de armazenar energia suficiente para iluminar uma pequena luz LED por três horas. A sOccket 2.0 tem autonomia de três horas com apenas 10 minutos de jogo. As inventoras se dizem ansiosas para aprender mais com os testes que estão em andamento por toda a África.

Mais de 270 milhões de pessoas jogam futebol em todo o mundo, incluindo 46 milhões de africanos, segundo um estudo da FIFA 2006. No verão passado, a sOccket foi testada em campo em Durban, África do Sul, em coordenação com Whizzkids Unidos, uma organização local que utiliza o futebol para ensinar educação sobre HIV / AIDS. “Nós incorporado os sOcckets entre bolas normais e monitoramos como as crianças brincavam com elas”, diz Lin.

A bola pode não ser a solução para a crise energética, porém é uma nova maneira de pensar sobre os problemas que muitas pessoas enfrentam no dia-a-dia.” finaliza a engenheira.

 

Saiba mais em: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/1751/bola_de_futebol_que_gera_energia_pode_ajudar_comunidades_carentes/

 

Sabedoria do Dr. Seuss

 
 

Qual será o próximo movimento?

 
 

A densidade da ausência

Por Luiz Fabiano de Freitas Tavares, em seu blog  Oficina de Clio

Na última semana estive na Place de la Bastille. Como se sabe, a fortaleza foi destruída durante a Revolução Francesa. Hoje restam apenas as pedras que marcam o contorno da construção. Apenas uma placa comemorativa explicita esses vestígios, por sinal difíceis de distinguir com todo o trânsito da praça. Não fossem essas lembranças, pareceriam apenas pedras comuns no chão…

Ao lado, outra placa, em agradecimento “a nossos pais de 1789”, dedicada pelos “estudantes de 1880”.

É difícil definir a sensação de estranheza experimentada num lugar que ao mesmo tempo foi, simbolicamente, o epicentro da contemporaneidade, o ponto de partida do estranho mundo em que vivemos hoje, mas que não guarda muitas lembranças visíveis do que era a Bastilha em 1789, à ocasião daquele fatídico 14 de julho.

Por estranho que pareça, o que se sente ali é uma ausência incomensuravelmente densa, como um objeto invisível mas poderoso, um centro gravitacional que só pode ser percebido por seus efeitos; como um buraco negro, talvez, ou como uma radiação de fundo. É como se a Bastilha destroçada nunca tivesse deixado de estar ali; mais complexo ainda, é como se ela só exista significativamente exatamente porque deixou de existir. Um paradoxo: ela só está ali porque não está ali.

Como uma espécie de “matéria escura”, uma massa colossal de simbolismo invisível, que faz gravitacionar a seu redor inúmeros outros monumentos significativamente ligados direta ou indiretamente à própria Revolução, como a Torre Eiffel (comemorativa do centenário), o Arco do Triunfo (marcando as vitórias do exército revolucionário), entre tantos outros (Invalides, Conciergerie, etc).

De fato, talvez seja tão importante porque sua ausência represente a posteriori a própria “destruição” do Antigo Regime. De qualquer forma, me parece inevitável que a Bastilha perdeu sua existência material apenas para adquirir um outro tipo de existência muito mais poderosa, onipresente e incontornável: a existência simbólica. Tornou-se um monumento tecido de ausência.

 
 

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